Meu berimbau
(oh!)prepara o arame enverga a madeira de jequitiba

pega a moeda e a cabaca caxixi na feira que eu quero comprar
¦Meu berimbau ieie  Olha meu berimbau oh! camara
Ele e enfeitado com lencos e fitas e conchas do mar
¦coro
Ele e enfeitado com lencos e fitas e conchas do mar
Eu enfrento o sereno desprezo o veneno dessa solidao
Rezo o sao bento grande, sao bento pequeno conforme a razao
Sacode o medo nao falho
(Oi)moleque aprenda licao
coragem nunca se cala
vence quem tem coracao
Eu em pe na senzala Negro se ajoelha fazendo oracao
¦coro
Ele e enfeitado com lencos e fitas e conchas do mar
¦coro
Ele e enfeitado com lencos e fitas e conchas do mar
Vem menino vem descendo a ladeira
no cais dourado vai ter capoeira pra matar
Danca morena faceira, (oi)vadeia na beira do mar
negro vem de Candeia vem da Cabeleira chega pra jogar
¦coro
Ele e enfeitado com lencos e fitas e conchas do mar
¦coro
Ele e enfeitado com lencos e fitas e conchas do mar

Ele e enfeitado com lencos e fitas e conchas do mar
¦Refrao
Ele e enfeitado com lencos e fitas e conchas do mar
¦Refrao


E fuzue
Berimbau batia  Cabaca gemia  Moeda corria

Eu queria pular Ha Ha eu queria pular
Escrevi o meu nome num fio de arame
quem quer que me chame vai ter que gritar
E camara e camara
¦E fuzue parede de barro nao vai me prender

¦coro
Maria Macamba perdeu a cacamba no caterere,

Sambou noite e dia que ate parecia que ia morrer
Nasceu no quilombo aprendeu levar tombo no camucere
Foi de cesta no lombo,
Com agua e pitombo,
troca por dende, fuzue
E fuzue parede de barro nao vai me prender
¦coro
Tinha um pe de coqueiro cobrindo o terreiro de onde nasci

Eu vi que o coco era oco valia tao pouco para se subir
Mas com un taco de toco tocava no coco pro coco cair
Pegava no coco quebrava no soco sem repetir, fuzue
E fuzue parede de barro nao vai me prender
¦coro



O gaviao e um passaro guerreiro
O gaviao e um passaro guerreiro
Quando chega no terreiro
Pega o pinto que ele quer
¦Refrao
Bateu sabia cantou
Bateu asa e voou  foi morrar no abaete e
¦Refrao
Currupiao currupiao currupiao
Pinto correu com medo do gaviao
¦Refrao


‘θ–Ό•s–Ύ 
Senhor oh! meu senhor
Escutai o lamento do fiel senhor
Agradeca ao negro de Angola
Que nessa terra aqui chegou oo
No tempo em que o negro chegava trancado em gaiola,
Aqui no Brasil quilombo e quilombola
E todo dia negro fugia formando as curriolas
Ao som de tambor primitivo berimbau marafu e viola,
Negro gritava abre-alas vai ter jogo de Angola
Agua de beber camara, agua de beber ole
Arma de atirar camara, arma de atirar ole
Ferro de marcar camara, ferro de marcar ole
Ole oleo, ole oleo
Danca guerreira
corpo do negro e de mola na capoeira negro embola e desembola
A danca que era uma festa pro dono daterra
Virou principal defesa dos negros na Guerra
Quem tiver de cantar e de lembrar
Libertacao pros negros da senzala
¦Refrao
Oh! oh! oh! oh! oh! oh! oh! oh! oh!
¦Refrao
Ate quem nao e de chorar chorou
¦Refrao
Em ver o sofrimento dos negros
E ouvir seu lamento de dor
¦Refrao